A Câmara de Portalegre revelou esta quinta-feira que 52 viaturas sofreram danos na sequência do mar de lama e pedras, provenientes da Serra de São Mamede, devido à depressão Leonardo.
Em comunicado, o município fez um “balanço do dia”, sendo mencionado que foram registados “danos materiais em 52 veículos automóveis e vários edifícios, sem vítimas”.
Em declarações à Rádio Portalegre, o vice presidente da autarquia local, Rui Perestrelo disse que “entre 10 a 15 habitações”, localizadas “ao fundo da Av. de Santo António, registaram problemas, nomeadamente inundações.
Segundo Rui Perestrelo as viaturas danificadas já foram todas removidas da Av. de Santo António.
O autarca adiantou ainda que foi disponibilizado apoio psicológico às famílias afetadas pela intempérie e que as equipas da Câmara de Portalegre visitaram grande parte dos moradores.
O veredor da Câmara de Portalegre com os pelouros do Urbanismo e Ambiente, Paulo Lourenço adiantou que o dispositivo do município e outras entidades da cidade estiveram de prevenção durante toda a noite que antecedeu a derrocada.
Paulo Lourenço explicou a inundação da cidade teve origem no rebentamento de um muro na zona do Miradouro da serra de São Mamede, que causou um deslocamento de massa de água e de lama “muito grande e muito rápido”, destruindo tudo o que encontrou pela frente. O trajeto, que abrange uma vasta área da serra, está completamente terraplanado.
Face às previsões meteorológicas, a chuva e o vento continuam a gerar preocupação, os terrenos estão muito saturados e há muitas árvores em risco de colapso.
Continuam condicionadas as avenidas de Santo António, Movimento das Forças Armadas e da Liberdade e as ruas Conde Jorge de Avillez, 31 de janeiro e Mouraria.
