A GNR instaurou dois processos disciplinares a militares do Centro de Formação de Portalegre, na sequência do caso em que um guarda disparou para o ar com a arma de serviço.
Fonte do Comando‑Geral da GNR, disse à Lusa, que o militar, autor dos disparos, está suspenso preventivamente e que outros dois foram alvo de processos disciplinares. A mesma fonte adiantou que foi aberto um processo de averiguações sobre a nomeação do militar para o serviço armado.
Também citada pela Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que o Ministério Público (MP) abriu um inquérito a este caso, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
Num comunicado enviado à Rádio Portalegre, o advogado do militar que disparou a arma, Mário Martins de Campos, questiona por que razão o seu cliente estava armado, lembrando que este estava oficialmente dispensado do uso e porte de arma devido a problemas psicológicos e psiquiátricos. Apesar disso, foi escalado para um serviço armado e recebeu uma pistola Glock de 9 mm.
O incidente ocorreu a 26 de junho, no mesmo dia em que o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, esteve em Portalegre para a cerimónia de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios, realizada no Estádio Municipal.
