Rádio Portalegre: Media partner do 12º Festival Internacional de Música de Marvão

Entre 24 de Julho a 02 de Agosto de 2026, a vila histórica de Marvão acolheu a 12.ª edição do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM). Sob a direção artística do maestro e violinista Christoph Poppen e da soprano Juliane Banse, o festival voltou a transformar o património edificado e natural do concelho num palco vivo para a grande música erudita e de câmara.

Ao longo de dez dias, mais de três centenas de músicos de topo, solistas e orquestras de renome internacional, o Marvão Festival Chorus e jovens oriundos de várias partes do mundo cruzaram-se num programa criterioso que viajou do repertório barroco e clássico à criação contemporânea. Os concertos realizaram-se em cenários de ressonância histórica única, como o Pátio do Castelo de Marvão, a Cisterna do Castelo, a Igreja de Santiago, a Igreja de Nossa Senhora da Estrela e as ruínas da Cidade Romana de Ammaia, estendendo-se também os ensaios e atividades ao concelho vizinho de Castelo de Vide.

Rádio Portalegre: Media Partner do FIMM 2026

A Rádio Portalegre acompanhou o evento com entrevistas, reportagens, destaques da programação e dos locais onde decorreram os concertos.


Música e território em sintonia: 15 mil espetadores passaram pela 12ª edição FIMM

O fundador do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), o maestro Christoph Poppen, fez um balanço “muito positivo” da 12.ª edição do evento, que terminou este domingo com uma gala no pátio do Castelo de Marvão. À Rádio Portalegre, Poppen descreveu o festival como “incrível”, sublinhando a realização de mais de 30 concertos, a maioria com lotação esgotada.

O maestro destacou o crescente entusiasmo em torno do FIMM, afirmando que os artistas “são felizes” em Marvão, e deixou um agradecimento especial ao público e a todos os que contribuem para a organização do festival.

O diretor executivo do FIMM, Daniel Boto, também fez um balanço positivo do evento, que contou com cerca de 15 mil espetadores.

Daniel Boto destacou ainda a importância do FIMM enquanto “veículo de promoção de Marvão” capaz de captar investimentos e novos habitantes para este território.

A 12ª edição do FIMM, que decorreu de 24 de julho a 2 de agosto, mobilizou cerca de 320 músicos, em concertos nas igrejas, cisterna e pátio do Castelo e ruínas romanas de Ammaia.  


Assessor artístico do FIMM destaca diversidade e presença nacional como pilares do festival

O clarinetista e assessor artístico do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), Horácio Ferreira, tem a seu cargo a responsabilidade de selecionar os muitos artistas “em lista de espera” que pretendem ter lugar neste palco.

Em entrevista à Rádio Portalegre, disse que o trabalho tem vindo a aprofundar a relação de Portugal com o festival, destacando a presença de artistas nacionais e a inclusão de obras de compositoras portuguesas.

Horácio Ferreira sublinha que o programa do FIMM é “muito variado”, abrindo portas a públicos distintos e cruzando música com outras áreas, como aulas de desenho, arquitetura ou gastronomia, uma diversidade que torna o festival único no panorama cultural.

No palco, o clarinetista admite que o momento é sempre de tensão, mas sobretudo de “grande satisfação”, por se tratar de um espaço “envolto em imensas personalidades ligadas à música”, onde a exigência artística convive com a inspiração.

A edição de 2026 do FIMM decorreu entre 24 de julho e 02 de agosto. O evento, que integrou cerca de 320 músicos de vários pontos do mundo, apresentou dezenas de concertos nas igrejas no pátio e na cisterna do Castelo e nas ruínas Romanas de Ammaia.


Jovem de Marvão mostra talento no FIMM numa celebração da guitarra portuguesa no feminino

A jovem Ricardina Guita, natural de Marvão, viveu no Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM) um dos momentos mais marcantes do seu percurso: subir ao palco ao lado da guitarrista portuguesa Marta Pereira da Costa, referência maior do instrumento que a inspira.

Com apenas 15 anos, Ricardina mostrou no FIMM o talento que tem vindo a construir e que já começa a despertar atenção dentro e fora da região.

Em entrevista à Rádio Portalegre, contou como nasceu a paixão pela guitarra portuguesa e admitiu que esta atuação representa “a concretização de um sonho”.

Determinada, a jovem assume a ambição de “ser uma das maiores na guitarra portuguesa” e de ajudar a quebrar o preconceito que, historicamente, associou o instrumento ao universo masculino.

Ricardina garante que a música vai continuar a orientar as suas escolhas, mesmo quando as oportunidades surgem longe de casa.

Para os pais, Isabel e Ricardo Guita, o essencial é assegurar que a filha — “que nasceu a cantarolar” — tem acesso às condições necessárias para seguir o seu projeto de vida.

Reconhecem que viver no interior traz desafios, mas garantem que vão continuar a apoiar a paixão de Ricardina pela guitarra portuguesa.

A presença da jovem no FIMM reforça o talento emergente de Marvão e mostra que, mesmo a partir do interior, é possível traçar caminhos que chegam longe.


Marvão/FIMM: a montanha que durante 10 dias se transforma num “retiro” para centenas de músicos

O Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), que em 2026 cumpriu a sua 12ª edição, transforma a montanha num grande palco das sonoridades mais clássicas e num retiro para centenas de músicos de várias partes do mundo.

A Rádio Portalegre assistiu a parte do ensaio do grupo ARS AD HOC, na Igreja do Espírito Santo, local do concerto a 27 de julho.

Em declarações à Rádio Portalegre o pianista, João Casimiro, referiu-se ao FIMM como “um festival emblemático, com imensos músicos de grande qualidade”, que ingressam numa viagem e num retiro artisticamente muito relevante e com cenários únicos.

Já a soprano, Ana Caseiro, disse que o espetáculo tem a intenção de proporcionar ao público “um diálogo interior” num palco e atmosfera envolvente que “leva à introspeção e à busca pela paz “.


Entre o silêncio e a arte: Marvão recebe o festival que transforma a paisagem em música

O Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM) regressa entre 24 de julho e 2 de agosto para a sua 12.ª edição, reafirmando‑se como o maior festival de música clássica em Portugal e um dos mais singulares da Europa.

Catarina Bucho, vice presidente da associação Marvão Music, e Daniel Boto, diretor executivo do FIMM, apresentam a edição de 2026 do festival que “quebrou” o silêncio da montanha.

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