
O escritor José Luís Peixoto, natural de Galveias, concelho de Ponte Sor, foi distinguido pela Universidade de Évora com o Prémio Vergílio Ferreira.
Peixoto, escritor alentejano internacionalmente reconhecido e traduzido em mais de 30 línguas, foi o escolhido para receber o prémio atribuído anualmente ao conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa destacado no âmbito narrativo e/ou do ensaio.
Numa nota de imprensa enviada à Rádio Portalegre, a Universidade de Évora explica que a atribuição do prémio, criado pela instituição em 1997, foi deliberada por unanimidade pelo júri, presidido por Antonio Sáez, dia 28 de janeiro de 2026, data em que se assinalam 110 anos sobre o nascimento de Vergílio Ferreira.
A Universidade de Évora destaca que a distinção a José Luís Peixoto foi motivada “pela força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro, com uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora.”.
Na mesma nota são citados “exemplos paradigmáticos da sua identidade de escritor” nomeadamente a sua primeira obra “Morreste-me”, publicada há um quarto de século, que marca o início do seu percurso, “Galveias” (2014) que se desenrola na sua terra natal e, mais recentemente, “Almoço de Domingo” (2021) e “A Montanha”, que chegou às livrarias em outubro de 2025.
Por último, a Universidade de Évora adianta que o escritor amplamente premiado “é uma das vozes contemporâneas mais marcantes da literatura em língua portuguesa.”
