A produção nacional de azeite deverá atingir cerca de 160 mil toneladas na campanha 2025/2026, uma quebra de aproximadamente 10%face às 177 mil toneladas registadas no ano anterior.
A estimativa resulta dos dados recolhidos pelos associados da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, que reportaram uma produção de 112 mil toneladas, representando cerca de 70% da produção nacional.
A redução já estava prevista pela Olivum e reflete, sobretudo, um ano de contrassafra e o impacto das condições climáticas adversas. O verão foi marcado por temperaturas muito elevadas e ausência prolongada de precipitação, seguida por um período de forte pluviosidade durante a campanha.
Em comunicado, a Olivum refere que apesar da quebra, a entrada em produção de novos olivais ajudou a evitar uma descida mais acentuada. Outro fator positivo foi a ausência de incidências relevantes de pragas ou doenças, permitindo manter elevados padrões de qualidade e uma percentagem muito significativa de azeite virgem extra.
A Olivum destaca que estes resultados reforçam a resiliência e a capacidade de adaptação do setor olivícola nacional, que continua a afirmar Portugal como referência internacional na produção de azeite de elevada qualidade.
