Os prejuízos provocados pelo mau tempo que assolou o Alto Alentejo em fevereiro já ultrapassam 16 milhões de euros, uma estimativa ainda provisória e que deverá aumentar de forma significativa à medida que prosseguem os levantamentos no terreno.
A maior fatia deste montante corresponde a danos em infraestruturas municipais, mas há também registo de estragos relevantes em propriedades privadas.
Em declarações à Rádio Portalegre, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Joaquim Diogo, alertou que o valor final poderá crescer “exponencialmente”, uma vez que continuam a ser contabilizados prejuízos em empresas, explorações agrícolas e outros setores particularmente expostos às intempéries.
Segundo o autarca, a dimensão real dos danos só será conhecida após a conclusão de todas as vistorias técnicas.
Os concelhos de Portalegre, Gavião, Ponte de Sor e Nisa surgem entre os mais afetados, embora os impactos se façam sentir de forma transversal em todo o distrito.
Joaquim Diogo manifestou ainda “muita preocupação” com o processo de recuperação, sublinhando que vários municípios já tiveram de avançar com verbas próprias para responder a situações urgentes, sem que tenham sido ainda reembolsados.
Para o presidente da CIMAA, a situação exige “medidas imediatas” que garantam capacidade financeira às autarquias para continuar a apoiar populações e reparar infraestruturas essenciais.
