Quatro associações ambientalistas remeteram ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco (TAFCB) um novo requerimento para suspender as obras da barragem do Pisão, no Crato, que segundo a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) estão a decorrer “respeitando integralmente o cumprimento da lei”.
Em declarações à Rádio Portalegre esta sexta feira (20 de março), Hélder Careto, do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), disse que a suspensão das obras, decretadas pelo tribunal, não está a ser cumprida pela Comunidade CIMAA, que gere a obra.
O ambientalista, um dos representantes das quatro organizações não governamentais do ambiente (ONGA) envolvidas nos processos judiciais relacionados com o projeto do Pisão, alerta que estão a ser abatidas diariamente milhares de árvores naquela zona.
Também ouvido pela Rádio Portalegre o presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, garante que as obras estão em curso com “todo o licenciamento e todos os pareceres” relativos à decisão do tribunal.
Joaquim Diogo acrescentou que a CIMAA “não comenta posicionamentos” de outras entidades neste processo, deixando claro que os trabalhos prosseguem “respeitando integralmente o cumprimento da lei”.
A 29 de janeiro deste ano, a CIMAA garantiu que as obras da barragem do Pisão podiam ser retomadas “com efeito imediato”, após decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco (TAFCB).
