O distrito de Portalegre registou uma descida do desemprego entre janeiro e fevereiro de 2026, passando de 3.165 desempregados em janeiro para 3.202 em fevereiro, uma redução global de 37 inscritos.
De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), embora o valor agregado mostre apenas uma ligeira melhoria, a análise concelhia revela dinâmicas distintas e assimetrias marcadas entre municípios.
Elvas manteve-se como o concelho com mais desempregados, embora tenha registado uma descida significativa, passando de 944 inscritos em janeiro para 918 em fevereiro. Também Portalegre, a capital de distrito, apresentou uma redução expressiva, baixando de 611 para 567 desempregados. Em Ponte de Sôr, o terceiro concelho mais populoso, verificou-se uma subida ligeira, de 470 para 485 inscritos, contrariando a tendência dominante na região.
Nos restantes municípios, a maioria registou melhorias. Nisa desceu de 189 para 178 desempregados, Monforte passou de 212 para 207, Avis de 139 para 133, Arronches de 56 para 51 e Castelo de Vide de 52 para 49. Fronteira também reduziu o número de inscritos, de 109 para 103. Estas descidas, embora numericamente pequenas, têm impacto relevante em territórios de baixa densidade populacional, onde variações de poucas pessoas representam mudanças significativas no mercado de trabalho local.
Houve, contudo, concelhos onde o desemprego aumentou. Campo Maior subiu de 346 para 370 inscritos, Crato de 124 para 128, Alter do Chão de 138 para 145 e Marvão de 53 para 59. Gavião também registou uma ligeira subida, de 82 para 84 desempregados. Sousel manteve-se estável, com 150 inscritos em ambos os meses.
No conjunto, dez concelhos registaram descidas, quatro apresentaram subidas e um manteve-se inalterado.
Apesar das melhorias observadas em fevereiro, os números continuam a refletir a fragilidade económica do interior alentejano, onde a criação de emprego permanece limitada e dependente de setores com reduzida capacidade de expansão.
Ainda assim, a evolução recente sugere um abrandamento da pressão sobre o mercado de trabalho no distrito de Portalegre, num contexto regional marcado por desafios persistentes.
