O proTEJO – Movimento pelo Tejo denunciou esta terça‑feira o ressurgimento de poluição no rio Tejo, que atribui a descargas de efluentes provenientes da zona de Vila Velha de Ródão, no Alto Tejo, com impactos visíveis até à Chamusca. O movimento pede uma intervenção imediata das autoridades ambientais.
Em comunicado, exige que a Associação Portuguesa do Ambiente (APA) e a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) atuem “de forma urgente e transparente”, identificando a origem das descargas, realizando análises completas à água e responsabilizando eventuais infratores.
O padrão observado, espuma abundante e águas escurecidas, repete, segundo o proTEJO, situações que documenta há mais de uma década.
O movimento recorda que, em janeiro, já tinha reportado espuma persistente entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira, e que novas imagens recolhidas em maio, junto à barragem de Belver, voltaram a evidenciar o problema. Sublinha que estes episódios se repetem “de forma cíclica” pelo menos desde 2015.
O proTEJO lembra ainda que, em 2018, a APA confirmou níveis de fibras de celulose cinco mil vezes acima do recomendado, atribuindo então à empresa Celtejo cerca de 90% das descargas industriais desse tipo a montante de Abrantes.
Para travar a recorrência da poluição, o movimento exige análises imediatas a montante e jusante do Cais Fluvial de Vila Velha de Ródão, fiscalização contínua, também noturna, e a verificação rigorosa das licenças de rejeição de efluentes.
O proTEJO reclama igualmente o acesso público aos dados dos sensores automáticos instalados no local e a convocação urgente da Comissão de Acompanhamento sobre Poluição do Tejo.
