Portalegre: nova liderança do Chega com metas de expansão territorial e pressão política nacional

O presidente da distrital de Portalegre do Chega, Pedro Lancha, quer que a estrutura partidária seja um exemplo de união e crescimento politico, para garantir representação em todos os concelhos do Alto Alentejo nas próximas autárquicas e contribuir para que o líder do partido, André Ventura, seja eleito primeiro ministro.

Pedro Lancha, que falava na cerimónia de tomada de posse da Comissão Política Distrital, que decorreu este sábado (25 de julho), na sede do partido em Portalegre, disse ainda que entre os objetivos para o mandato de três anos para o qual foi eleito, passam por constituir concelhias em todo o distrito, apoiar os eleitos, aproximar-se dos militantes e implementar um núcleo da juventude Chega no Alto Alentejo.

O novo presidente da distrital de Portalegre do Chega, eleito no passado mês de junho com 60,8% dos votos, tem 37 anos e é natural de Fronteira

A lista que liderou venceu também com maioria as eleições para a Mesa Distrital e para o Conselho de Jurisdição Distrital.

Na cerimónia de tomada de posse, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, disse estar orgulhoso com o rumo do partido em Portalegre, destacou que houve duas listas a concorrer à distrital, o que significa que o Chega “é um partido vivo, com futuro e significa, particularmente que as pessoas querem fazer alguma coisa pelo seu distrito”.

No seu discurso, Pedro Pinto aproveitou para criticar o Governo PSD/CDS, com o foco na polémica em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O caso, que envolve o antigo diretor da Policia Judiciária (PJ) e agora ministro, está relacionado com uma obra, para a qual foi contratado um empreiteiro que entretanto tinha feito mais de uma dezena de contratos por ajuste direto com a PJ.

Posteriormente, e de acordo com a informação avançada pela SIC, foi encontrado na empresa do empreiteiro um atrelado, apreendido numa operação da PJ que desmantelou o maior laboratório de droga alguma vez descoberto em Portugal, e que estava alegadamente à guarda do empreiteiro por ordem do diretor da PJ.

Para Pedro Pinto “a promiscuidade” de Luís Neves representa “o fim do Estado de Direito em Portugal”.

O líder parlamentar disse ainda que, por sentir que os portugueses “estão fartos de ir a eleições”, em vez de apresentar uma moção de censura ao Governo, o Chega optou por apresentar uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.

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