O Festival do Crato, que decorre de 26 a 29 de agosto, chega à edição de 2026 com a ambição de se manter entre os maiores eventos de música do país, posição que, segundo o presidente da Câmara, Joaquim Diogo, já está consolidada entre os cinco ou seis festivais de referência em Portugal.
A organização quer reforçar a internacionalização, atrair mais marcas e apresentar um cartaz capaz de equilibrar artistas consagrados com novas apostas, mantendo a identidade que tem marcado o crescimento do certame.
Em entrevista à Rádio Portalegre, Joaquim Diogo realça que o impacto económico no concelho volta a ser evidente, com o alojamento totalmente esgotado, a restauração a preparar semanas de forte afluência e o comércio local a beneficiar de um movimento constante que já se prolonga para além dos próprios dias do festival.
Além do retorno imediato, o presidente realça a projeção nacional do nome do Crato, sobretudo através dos meios de comunicação e das plataformas digitais, algo que o município quer começar a medir de forma objetiva.
Sobre o posicionamento do evento, o autarca considera que o Festival do Crato já se afirma entre os cinco ou seis maiores festivais de música do país. Ainda assim, reconhece que o setor mudou após a pandemia, com custos mais elevados e maior concentração de grandes digressões internacionais nas grandes salas, o que dificulta o acesso a determinados artistas.
Para ultrapassar estes desafios, defende o reforço das parcerias com marcas e uma maior aposta nas novidades da música portuguesa.
Quanto ao público, Joaquim Diogo explica que o festival mantém a estratégia de equilíbrio entre gerações, ou seja, dois dias dedicados a quem acompanha o evento há décadas e outros dois focados nas novidades e no público jovem. Em 2026, volta também a existir um Dia Extra, a 25 de agosto, com um concerto com a banda Gipsy Kings pensado para famílias, e com propostas que abrangem crianças, pais e avós.
O campismo ocasional, com capacidade para 1.500 pessoas, está novamente esgotado. A organização garante condições de qualidade, com segurança permanente, assistência médica e serviços locais preparados para receber os campistas.
A Feira de Artesanato e Gastronomia, coração histórico do evento, celebra este ano a 40.ª edição. O espaço de acesso gratuito reúne mais de 30 expositores de artesanato e outros tantos de gastronomia, privilegiando o trabalho ao vivo e a qualidade dos produtores.
Este ano, a entrada da feira recria a varanda do Grão‑Prior, numa estrutura de grande escala preparada pelos trabalhadores do município. A inauguração traz ainda uma novidade ligada ao tradicional doce “tecolameco”, reforçando a ligação à doçaria e às tradições locais.
A programação cultural da feira inclui grupos corais, folclore, filarmónicas, projetos de jovens músicos, academia sénior e animações de rua ao longo dos cinco dias. Para Joaquim Diogo, esta diversidade mantém viva a identidade do evento e reforça a ligação entre música, cultura e território.
O lema “Coração a Palpitar” mantém‑se como símbolo da expectativa e da vontade de reencontro no Crato. O presidente apela a que os visitantes cheguem com tempo e privilegiem os transportes públicos, lembrando que a segurança será assegurada por várias entidades. Com vendas já muito elevadas, prevê‑se uma edição de grande afluência.
Entre 26 e 29 de agosto, nomes como Bispo, Slow J, Dub Inc, Veigh, Papillon, Soraia Ramos, Sara Correia, Delfins, Calema, Buba Espinho e Calum Scott sobem ao palco principal do Festival do Crato.
A madrugada fica entregue à música eletrónica, com Kura, Karetus, Breyth e Zanova. As atividades arrancam a 25 de agosto, o Dia Extra, com entrada gratuita, numa noite que antecede os quatro dias centrais do festival do Crato.
