Bombeiros de Portalegre sob forte pressão financeira devido ao preço dos combustíveis

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portalegre está a atravessar uma fase de elevada pressão financeira devido ao aumento contínuo do preço dos combustíveis.

O presidente da associação, João António Mota Lourenço, explicou que a situação é particularmente complicada porque os valores das comparticipações do Estado para os serviços de socorro, incluindo incêndios e emergência pré‑hospitalar, se mantêm inalterados, enquanto os custos operacionais continuam a subir.

Segundo o responsável, a corporação é obrigada a assegurar o pagamento imediato dos fornecimentos, o que implica um esforço financeiro significativo para garantir combustível suficiente para toda a frota, acrescentando que, apesar de existir esperança de que o Estado possa reforçar o apoio, até que isso aconteça os bombeiros têm de antecipar despesas para assegurar a continuidade da operação.

Mota Lourenço afirmou que os apoios atualmente concedidos pelo Governo não acompanham os valores praticados no mercado, sublinhando que o preço do gasóleo está “muito elevado” e que a corporação tenta gerir da melhor forma possível um recurso que considera imprescindível para o desenvolvimento da atividade.

Apesar das dificuldades, garantiu que o socorro às populações “nunca está em causa”, assegurando que a corporação mantém todos os meios preparados para responder tanto na área da saúde como no combate a incêndios, sem qualquer quebra de prontidão.

Sobre eventuais medidas de alívio fiscal, António Mota Lourenço reconheceu que o Governo tem anunciado apoios extraordinários, mas considerou que estes continuam insuficientes face ao preço atual dos combustíveis.

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