Elvas: obras de 5,7 milhões na Escola Superior de Biociências ficam sem propostas pela segunda vez

O segundo concurso público internacional para a requalificação e ampliação da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), num investimento de 5,7 milhões de euros, ficou deserto, revelou o reitor da Universidade Politécnica de Portalegre (UPP), Luís Loures.

O responsável explicou à Rádio Portalegre que a instituição já tinha lançado anteriormente um concurso para a mesma obra, no qual não foram apresentadas propostas.

Uma das empresas então consultadas tinha indicado que o valor mínimo necessário para executar os trabalhos rondaria os 5,7 milhões de euros.

No entanto, entre novas aprovações pelo Conselho de Ministros e alterações legais relacionadas com o processo, passaram cerca de nove meses.

Segundo Luís Loures, o valor inicialmente previsto deixou entretanto de ser suficiente face ao aumento dos custos de construção e dos fatores de produção.

Perante a ausência de propostas no segundo concurso, a UPP está agora a analisar a possibilidade de avançar através de um procedimento de ajuste direto, caso o enquadramento legal o permita.

A intervenção prevê a reabilitação da antiga Escola Básica 2/3 de Santa Luzia, em Elvas, e a ampliação do projeto da Escola Superior de Biociências.

O edifício da antiga escola foi cedido pela Câmara Municipal de Elvas à UPP, em 2024, através de um contrato de comodato com duração de 50 anos.

O projeto pretende criar dois polos de formação: um dedicado aos cursos técnicos superiores profissionais e às licenciaturas, nas instalações da antiga escola, e outro destinado à formação avançada, incluindo pós-graduações, mestrados e doutoramentos, no atual espaço da ESBE.

O investimento, estimado em 5,7 milhões de euros, deverá ser financiado em 40% através de receitas próprias da UPP, sendo o restante assegurado por fundos comunitários.

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