Radioterapia parada em Évora: PS quer esclarecimentos urgentes da ministra da Saúde

Os deputados do PS eleitos por Évora, Portalegre e Beja pediram explicações à ministra da Saúde sobre a interrupção do serviço de radioterapia em Évora. Os parlamentares alertam que os doentes oncológicos da região não podem continuar sem saber onde irão realizar os tratamentos.

Na pergunta enviada ao Governo, os socialistas recordam que o serviço de radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora funciona desde 2009 e assegurava uma resposta essencial aos doentes do Alentejo. A substituição dos equipamentos levou ao lançamento de um concurso para a concessão da exploração da unidade, adjudicado em maio de 2026 à empresa ATRYS Portugal.

Segundo os deputados, o procedimento deveria ter sido internacional, mas terá sido lançado apenas como concurso nacional. O Tribunal de Contas rejeitou o processo já depois do início das obras e da instalação dos novos equipamentos, deixando a unidade sem capacidade de funcionamento.

Com o serviço suspenso, vários doentes oncológicos do Alentejo estão a ser encaminhados para Lisboa e outras regiões, obrigando‑os a deslocações longas numa fase exigente dos tratamentos. Os deputados pedem informação sobre a duração desta solução transitória, impacto do atraso do concurso e das obras, o destino dos equipamentos já instalados e a forma como será assegurada a continuidade dos tratamentos.

A iniciativa é dos deputados Luís Dias, Luís Testa e Pedro do Carmo, que sublinham que está em causa uma resposta essencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o direito dos cidadãos do Alentejo a realizar tratamentos de radioterapia na região.

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