PS junta-se a movimento cívico para forçar escrutínio da decisão sobre Campo de Tiro 

O PS e o movimento “Não ao Campo de Tiro” exigem ao Governo os estudos que sustentaram a escolha de Alter do Chão para a nova infraestrutura militar.

A Federação Distrital do PS de Portalegre reafirmou a oposição à instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter do Chão e, em reunião com o movimento “Não ao Campo de Tiro”, pediu ao Governo a divulgação dos estudos técnicos que sustentam a decisão e a análise das alternativas consideradas.

Segundo dados apresentados pelo movimento, a infraestrutura poderá afetar mais de 50 explorações agrícolas e pecuárias, cerca de 100 postos de trabalho diretos e representar um impacto económico anual superior a 10 milhões de euros. O PS defende uma avaliação pública dos efeitos económicos, sociais e ambientais, incluindo impactos nos solos, ecossistemas e atividade agropecuária.

A estrutura socialista vai ainda propor a aceleração das audições na Assembleia da República (AR) e acompanhar o processo junto de instituições europeias, organizações ambientais e da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), sublinhando que uma decisão desta dimensão exige fundamentação técnica e escrutínio das alternativas.

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