PCP questiona redução do horário de consultas de oncologista no Hospital de Portalegre

A reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre está a gerar novas críticas. O PCP questiona o Governo sobre a redução para cerca de metade do período de consultas assegurado pelo atual oncologista e quer saber como é que essa diminuição é compatível com o anunciado reforço do serviço através da contratação de um novo especialista.

Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, a deputada Paula Santos afirma que o período de consultas assegurado pelo oncologista que já exercia funções no serviço terá sido reduzido para cerca de metade da atividade desenvolvida até agosto, e questiona o Governo sobre a compatibilidade desta redução com a contratação de um novo especialista, apresentada pela Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULS) Alto Alentejo como um reforço da resposta.

Paula Santos quer ainda saber o que motivou a alteração num serviço que “funcionava bem” e que muito provavelmente seria “um caso único no Serviço Nacional de Saúde, sem tempos de espera para primeira consulta nem para o início de terapêutica oncológica”, pede dados sobre o número de consultas, tempos de espera e início de tratamentos antes e depois da reorganização, bem como a fundamentação clínica e técnica da decisão.

A reorganização do Serviço de Oncologia da ULS tem gerado forte contestação por parte dos utentes, que no passado dia 17 de setembro promoveram um protesto, para exigir que além do volume de horas seja preservado o poder de decisão clínica do médico Rui Dinis, que há mais de década e meia é o pilar do tratamento oncológico no Alto Alentejo.

Segundo o Conselho de Administração da ULS, a reorganização do Serviço de Oncologia, a partir de 1 de outubro, inclui a contratação de um novo médico, o que significa que a unidade passará a contar com três médicos: um oncologista residente (pela primeira vez na história desta ULS) e dois prestadores de serviços, grupo onde se inclui Rui Dinis.

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