O bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes alertou este domingo para a necessidade de resistir aos discursos de ódio e às forças populistas que, segundo afirmou, procuram dividir a sociedade e criar preconceitos com soluções fáceis para problemas complexos.
D. Pedro Fernandes, que falava no âmbito das Festas do Senhor Jesus do Bonfim, que decorrem desde sexta‑feira em Portalegre, apontou como os desafios mais urgentes da Igreja, a importância de cultivar a sinodalidade, o caminhar conjunto e a participação ativa dentro da comunidade cristã, sublinhando que a missão da Igreja diz respeito a todos, não apenas a padres, bispos ou lideranças, e que a inclusão deve ser uma prática constante.
O prelado afirmou também que a Igreja pode contribuir para uma sociedade mais justa e mais atenta aos pobres, alinhada com a doutrina social da Igreja e com os recentes ensinamentos do Papa sobre os desafios da era digital e da inteligência artificial, considerando que a relação com a diferença e a diversidade traz desafios, mas é a partir deles que se cresce, defendendo a valorização de todas as pessoas e minorias.
Sobre as Festas do Senhor Jesus do Bonfim, o bispo referiu tratar-se de uma tradição que reforça a identidade comunitária, lembrando que não há presente nem futuro sem raízes e sem memória, e que é essencial preservar estas tradições e o seu significado espiritual.
A procissão e a missa solene são todos os anos o ponto alto das festividades. Pedro Fernandes referiu-se à Eucaristia como a celebração central da fé cristã e que a procissão tem um valor simbólico forte por trazer para a rua a comunidade cristã e as imagens veneradas, evocando a santidade e o testemunho de homens e mulheres que enfrentaram desafios semelhantes aos atuais.
