A sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Portalegre, esta terça feira, sobre os serviços de saúde e, em particular, a reorganização do Serviço de Oncologia do Hospital de Portalegre, continua a gerar reação política.
Em comunicado, o PS considerou que os esclarecimentos prestados pelo presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo foram insuficientes, acusando-o de privilegiar a apresentação de projetos e iniciativas da instituição em detrimento das respostas às questões colocadas pelos eleitos.
Os socialistas criticam ainda a condução dos trabalhos pelo presidente da Assembleia Municipal e justificam a saída da sessão, juntamente com CLIP e CDU, como uma forma de protesto perante a falta de esclarecimentos e o que consideram ser uma desvalorização do papel fiscalizador da Assembleia.
Também a CLIP lamentou o desenrolar da reunião, sustentando que várias perguntas ficaram sem resposta e acusando o responsável da ULS Alto Alentejo de privilegiar um discurso “propagandístico e de auto-elogio”.
O movimento independente critica igualmente a decisão do presidente da Assembleia de dar a palavra à presidente da Câmara Municipal no final da sessão, considerando que foram ultrapassados os limites da condução dos trabalhos e do cumprimento do regimento.
Por sua vez, PSD e CDS rejeitam as críticas e acusam a oposição de instrumentalização política de um tema sensível.
A coligação sublinha que a sessão surgiu na sequência das preocupações de doentes oncológicos e defende que o debate se afastou desse objetivo inicial.
Os sociais-democratas e centristas reconhecem que nem todas as questões tiveram resposta, mas consideram que alguns grupos municipais ultrapassaram os limites previamente acordados para as intervenções.
PSD e CDS sustentam ainda que a presidente da Câmara tinha legitimidade legal e regimental para intervir e criticam o abandono da sessão por parte de vários eleitos.
As diferentes posições surgem na sequência da reunião extraordinária realizada na terça-feira, marcada por críticas à falta de esclarecimentos sobre a reorganização da Oncologia e que terminou com a saída de elementos da oposição e de alguns cidadãos presentes.

