A dádiva de sangue não pode ser “o parente pobre” do SNS – associação de Portalegre assinalou hoje 36 anos

O vice presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre (ADBSP), Paulo Cardoso, defende que a dádiva de sangue “não pode ser o parente pobre” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e exige mais investimento em recursos humanos e meios para garantir reservas em todo o país.

Apesar do distrito de Portalegre manter estabilidade, o também presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue – FAS Portugal alertou para constrangimentos nacionais provocados pela falta de profissionais e pelo desgaste das equipas clínicas.

Paulo Cardoso falava este sábado (5 de setembro), na cerimónia que assinalou os 36 anos da associação de dadores de sangue de Portalegre.

Presente na cerimónia o vice presidente da Federação Internacional das organizações dos Dadores de Sangue (FIODS), Joaquim Silva, deixou também uma crítica direta aos decisores políticos, afirmando que as associações continuam “asfixiadas” pela falta de apoio e pela ausência de medidas estruturais que assegurem a continuidade das colheitas.

O mesmo responsável destacou a generosidade dos portugueses e apelou à resiliência destas organizações para garantir a continuidade da dádiva.

A comemoração começou com uma missa na capela do Hospital Dr. José Maria Grande, seguida, da sessão solene, que decorreu na Sala de Formação do Centro de Saúde de Portalegre, na presença de vários dadores, representantes do executivo da Câmara de Portalegre e do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

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