
“Contos do Alentejo…Do Monte ao Largo” é o novo livro de Abílio Maroto Amiguinho, obra onde sublinha como a vida, que se fazia muito no campo e no monte, igualmente se fazia no largo, espaço de comunicação e interação “como que um microcosmos da aldeia”.
Em entrevista à Rádio Portalegre, o autor explica que depois de uma vida ligada à academia sentiu necessidade de transpor para o papel a sua experiência e essencialmente as suas vivências e conhecimento sobre o ser alentejano, uma nova forma de dizer e de escrever que começou com “AI, Alentejo…Memórias Rurais”, publicado em 2023.
Natural de Santa Eulália, no concelho de Elvas, Abílio Amiguinho vai beber inspiração a histórias reais. O objetivo é, segundo o autor, devolver, através da escrita, a essência do Alentejo e em particular do Alto Alentejo, onde apesar das dificuldades o trabalho era feito “a preceito, com esmero e preocupação”.
Como nos conta Abílio Amiguinho, esta sua nova forma de escrita tem também como intuito desconstruir estereótipos e preconceitos em relação ao Alentejo.
As narrativas, essenciais para reabilitar a identidade alentejana, situam-se nos tempos que antecederam o 25 de Abril de 1975 e no pós Revolução, entre os anos 60 e 80.
Abílio Amiguinho confessa que a escrita “é um vício” que alimenta com prazer, e abre a página da sua nova produção intitulada “São Mamede”, com texto da sua autoria e fotografia de Raul Ladeira.
Nacido a 25 de novembro de 1955, licenciado em Sociologia e Doutor em Ciências da Educação, Abílio Maroto Amiguinho lecionou durante mais de quatro décadas e hoje dedica a sua escrita ao Alentejo.
O novo livro “Contos do Alentejo…Do Monte ao Largo”, com o selo das Edições Colibri, é composto por 43 contos, distribuídos por 192 páginas.
A primeira apresentação decorreu no auditório “batizado” com o nome do autor, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Portalegre. Este sábado (31 janeiro), o livro é apresentado no auditório da Quinta dos Olhos D’Água, em São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, a partir das 16:00.
A Universidade de Évora, Alcácer do Sal e a aldeia natal do autor, Santa Eulália, são outros locais onde será feita a apresentação da obra.
