O LIVRE Alentejo contestou o novo mapa das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (ZAER), denunciando que o plano coloca 34 concelhos da região perante a instalação de grandes projetos elétricos em milhares de hectares de solo agrícola e rural, transformando o território numa “fábrica de eletricidade”.
No comunicado do Grupo de Coordenação Local do Núcleo Interdistrital do Alentejo do LIVRE, assinado por Manuel Muacho, o núcleo territorial critica a previsão de quase 27 mil hectares para fotovoltaico e mais de 4.100 hectares para eólica, sem limites de saturação por concelho.
O partido considera injustificável avançar para novas áreas rurais quando, segundo dados do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, Portugal pode instalar mais de 23 GW de capacidade fotovoltaica apenas em zonas já artificializadas. O LIVRE denuncia ainda que grandes empresas beneficiam de licenciamento acelerado, enquanto cidadãos e autarquias enfrentam longos atrasos para criar pequenas Comunidades de Energia Renovável.
O partido aponta ainda a reduzida criação de emprego local e a saída dos lucros para empresas sediadas fora da região.
Como alternativas, o LIVRE defende a prioridade ao autoconsumo, a instalação de painéis em edifícios públicos e escolas, o reforço das Comunidades de Energia Renovável e um modelo de desenvolvimento que retenha riqueza no território. O núcleo territorial conclui que a transição energética deve ser feita com justiça ambiental e respeito pelas populações.
