António José Seguro promete travar “frenesim eleitoral” e reforçar consensos

António José Seguro tomou posse esta segunda‑feira como Presidente da República, numa cerimónia marcada por apelos à estabilidade política, ao diálogo entre partidos e a uma governação sem ruturas antecipadas.

No discurso inaugural, o novo chefe de Estado reafirmou a intenção de promover entendimentos alargados, sobretudo em áreas estruturais como a Saúde. Tal como tinha defendido durante a campanha, pretende contactar os partidos para tentar alcançar um pacto político que garanta previsibilidade e resultados concretos. Para Seguro, a estabilidade política só é relevante “se se alcançarem resultados”.

Seguro afirmou ainda que fará “tudo para estancar o frenesim eleitoral”, defendendo que as legislaturas devem ser cumpridas até ao fim e que um eventual chumbo de Orçamentos do Estado não deve ser motivo para dissolver o Parlamento.

O novo Presidente da República reconheceu que o exercício presidencial implica escolhas difíceis e que não contará com unanimidade. Ainda assim, comprometeu‑se a manter exigência com as instituições e a assegurar um “diálogo profícuo com o Governo”. Reforçou que está consciente de que “as suas decisões não agradarão a todos”.

Na parte final do discurso, Seguro alargou o foco ao contexto internacional, afirmando que “a paz é hoje mais frágil do que ontem”, considerando que, em várias regiões, “a força da lei foi substituída pela lei dos mais fortes”.

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