Barragem do Pisão: quem paralisa obras deve ser responsabilizado financeiramente – presidente da CIMAA

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) defendeu hoje que sejam responsabilizadas financeiramente as entidades que promovem a paralisação de obras de interesse nacional, como a da Barragem do Pisão.

Joaquim Diogo falava esta segunda feira, em Portalegre, à margem da assinatura do contrato da empreitada das infraestruturas hidráulicas que vão garantir o fornecimento de água à Estação de Tratamento de Águas da Póvoa e Meadas.

As obras das infraestruturas primárias da barragem estão suspensas desde maio, por decisão do Tribunal Central Administrativo Sul, após recurso de associações ambientalistas.

O autarca recordou que os processos judiciais foram devolvidos ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, onde a primeira audiência está marcada para 22 de outubro, com a audição de técnicos e habitantes da aldeia do Pisão.

Joaquim Diogo defendeu uma revisão da lei que regula projetos de interesse nacional, sublinhando que a paralisação de obras estratégicas deve ter consequências para quem a promove.

Também presente, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, alertou que o projeto do Pisão “tem mais de 50 anos de atraso” e é essencial para reforçar o regadio e contrariar a perda demográfica na região.

O contrato hoje assinado representa um investimento de 14,6 milhões de euros e integra o fornecimento de água à ETA de Póvoa e Meadas, abrangendo os concelhos de Castelo de Vide, Crato e Nisa. Esta empreitada tem avaliação ambiental própria, distinta da das infraestruturas primárias.

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