Campo de Tiro: autarca de Fronteira coloca termas e património arqueológico no centro das preocupações

O presidente da Câmara Municipal de Fronteira, António Gomes, disse que já informou o Governo sobre os “vários temas que precisam de ser salvaguardados” no âmbito do processo de instalação do Campo de Tiro no Alto Alentejo, incluindo questões relacionadas com as termas de Cabeço de Vide.

Em reunião do executivo municipal, esta segunda feira (21 de setembro), o autarca explicou que se deslocou pessoalmente a Lisboa e que levou consigo o mapa preliminar do projeto, para abordar duas preocupações “muito claras”: o perigo de afetação das termas de Cabeço de Vide e o património arqueológico existente na área.

Segundo o presidente, que respondia às preocupações de um munícipe relativamente à eventual contaminação das águas das termas, foi-lhe transmitido que “o mapa não está fechado”, pelo que o município aguarda uma versão atualizada.

O autarca recordou que a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) também já enviou um pedido de esclarecimentos ao Governo, elaborado por “todos os presidentes de Câmara” que aguardam essa informação para garantir “um poder de decisão mais concreto”.

Em março deste ano o Governo anunciou que pretende transferir a estrutura de Alcochete para Alter do Chão, na sequência da construção do novo aeroporto Luís de Camões.

Ao que tudo indica a infraestrutura militar será instalada numa área de cerca de 7.500 hectares nos concelhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte.

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