A Casa da Inquisição, em Castelo de Vide, abre ao público, esta quinta feira, a exposição “O Massacre de 1506 – Três Dias de Medo e Terror”, uma mostra que recupera um dos acontecimentos mais violentos e traumáticos da Lisboa quinhentista.
Entre 19 e 21 de abril de 1506, a capital portuguesa foi palco de um surto de violência coletiva que resultou na morte de mais de quatro mil cristãos‑novos, perseguidos e assassinados por multidões inflamadas por fanatismo religioso, rumores e tensões sociais acumuladas.
O episódio, conhecido como Massacre de Lisboa, marcou profundamente a memória nacional e permanece como um dos momentos mais brutais de intolerância religiosa na Europa do século XVI.
A nova exposição, com inauguração marcada para as 16:00 de hoje, pretende reconstituir o ambiente político, social e religioso que antecedeu o massacre, explorando as tensões entre cristãos‑velhos e cristãos‑novos, o papel da crise económica e das epidemias, e a influência de pregadores radicais que incitaram a população à violência.
A mostra inclui ainda documentos históricos, testemunhos da época e conteúdos interpretativos que ajudam a compreender como a intolerância pode escalar para tragédias coletivas.
