Elvas: prisão preventiva para mulher apanhada com crack e heroína após ida a Badajoz

Uma mulher, de 51 anos, ficou em prisão preventiva, esta terça feira, depois de ter sido detida em flagrante delito em Elvas, na posse de 5,64 gramas de crack, quantidade suficiente para 28,2 doses individuais, e 1,25 gramas de heroína, correspondentes a 12,5 doses individuais.

Em comunicado, a Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, indica que a droga tinha sido adquirida momentos antes em Badajoz, segundo as autoridades.

Após a detenção, foram realizadas buscas à residência da arguida, também em Elvas, onde foram apreendidos vários objetos usados na preparação, corte e embalamento de estupefacientes, bem como um talão comprovativo de um depósito de 300 euros feito pela mulher na sua conta bancária. A conta apresentava um saldo de cerca de 2.000 euros, valor considerado incompatível com os rendimentos declarados, limitados ao RSI.

Este processo já tinha antecedentes. Em novembro passado, o Ministério Público apresentara a arguida a primeiro interrogatório judicial por tráfico de estupefacientes, tendo então pedido a prisão preventiva.

O tribunal, entendendo tratar‑se de tráfico de menor gravidade, recusou a medida mais gravosa e impôs apresentações bissemanalmente no posto policial, proibição de contactos com outros arguidos e consumidores, proibição de frequentar locais associados ao tráfico e proibição de sair do concelho de residência.

O Ministério Público recorreu e o Tribunal da Relação deu‑lhe razão, embora a decisão ainda não tenha transitado em julgado devido a recurso para o Tribunal Constitucional.

Com a nova detenção em Elvas, que evidencia a continuação da atividade criminosa e o incumprimento das medidas de coação, o Ministério Público voltou a pedir a prisão preventiva. Desta vez, o tribunal aplicou a medida, mantendo, contudo, a qualificação jurídica de tráfico de estupefacientes de menor gravidade.

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