A descentralização da cultura é o principal objetivo do Festival Arronches, que anunciou a sua 3ª edição, para os dias 7, 8 e 9 de agosto.
A organização é da Associação Portuguesa das Artes e da Cultura, com o apoio da Câmara Municipal de Arronches.
Em declarações à Rádio Portalegre o autarca da vila alentejana, João Crespo, disse que este festival é “diferenciador”, uma vez que aposta em música emergente portuguesa, literatura lusófona, artes visuais e workshops.
Segundo o autarca, o Festival Arronches, que é também uma mais valia para a economia local, tem um “enorme” potencial de crescimento, e daqui a alguns anos terá “uma grande projeção a nível nacional e internacional”.
Ana Luísa Januário, da organização, disse que o crescimento do festival fica evidente pelo aumento de candidaturas de projetos de todo o país, para integrarem o cartaz, que mais do que duplicou em 2026, passando de 300 para 640.
O público tem também registado um aumento de ano para ano, com cerca de 600 visitantes na edição do ano passado.
Em declarações à Rádio Portalegre, Daniel Gandara, da Associação Portuguesa das Artes e da Cultura, explica que o júri vai agora selecionar 15 projetos, entre as 640 candidaturas apresentadas.
O mesmo responsável sublinhou ainda que o festival tem como principal propósito “descentralizar a cultura”.
O Festival de Arronches, que apresenta exclusivamente projetos portugueses, integra música, artes visuais, literatura lusófona, workshops, um mercado artesanal e campismo.
As atividades vão decorrer, de 7 a 9 de agosto, na Praça de Touros, Convento da Nossa Senhora da Luz, Praça da República, Jardim do Fosso e Praça da Igreja de Esperança.
