O distrito de Portalegre registou uma ligeira diminuição nos furtos de combustível entre 2024 e 2025, passando de 27 para 25 ocorrências, num contexto nacional em que a Guarda Nacional Republicana (GNR) alerta para a persistência e evolução deste tipo de crime.
Apesar da redução local, a GNR sublinha que o fenómeno continua a exigir atenção, sobretudo devido ao impacto económico direto sobre famílias e empresas e ao aumento generalizado dos custos energéticos, que tem potenciado comportamentos oportunistas e ilícitos.
A nível nacional, os furtos de combustível diminuíram de 1744 para 1700 casos, uma redução de 2,52%, embora a evolução seja muito desigual entre distritos. Enquanto Lisboa, Aveiro, Faro e Setúbal registaram descidas significativas, outros territórios, como Guarda, Bragança, Viana do Castelo e Leiria, apresentaram aumentos expressivos. Esta disparidade obriga, segundo a GNR, a respostas diferenciadas e ajustadas às realidades locais.
No que diz respeito às tipologias de crime, a maior quebra verificou-se nos furtos em postos de abastecimento, que passaram de 1205 para 1084 casos.
Em contrapartida, aumentaram os furtos em veículos motorizados e em depósitos ou máquinas agrícolas e industriais, refletindo uma maior vulnerabilidade em zonas rurais e em contextos de menor vigilância.
A GNR destaca também que, apesar da ligeira redução global, houve um aumento no número total de suspeitos identificados, que passou de 561 para 599. Este crescimento resulta sobretudo dos furtos associados a maquinaria agrícola e industrial, que continuam a ser um dos alvos preferenciais dos autores deste tipo de ilícito.
