As verbas destinadas para Portugal, respeitantes aos fundos de coesão da União Europeia, previstos para 2028-2034, não estão definidas, nem a redução em cerca de 700 milhões de euros para o Alentejo.
A garantia foi dada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, esta terça feira, no parlamento, na Comissão de Economia e Coesão Territorial, conjunta com a Comissão da Reforma do Estado e Poder Local.
Castro Almeida garantiu ainda que o Governo “tudo fará” para que o Alentejo não seja prejudicado “por qualquer alteração administrativa de fronteiras que tenha sido feita”.
O governante falava aos deputados na sequência de um requerimento apresentado pelo Chega, sobre a “previsão do Alentejo ter uma redução em cerca de 700 milhões de euros no respeitante aos fundos europeus de coesão da União Europeia, previstos para 2028-2034″, hipótese que já tinha sido afastada, no passado dia 06 de maio, pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro.
Ouvido no parlamento numa audição conjunta das comissões de Economia e Coesão Territorial e da Reforma do Estado e Poder Local, o dirigente admitiu, porém, que o Alentejo e todas as outras NUTS II estão preparados “para perder alguma coisa, fruto do contexto europeu”.
Com esta nova reorganização das NUTS II, que retirou ao Alentejo os 11 concelhos da Lezíria do Tejo, o produto interno bruto (PIB) per capita regional pode subir acima dos 75%, devido ao desenvolvimento de Sines, deixando a região de ser considerada de convergência.
