Mercosul: agricultores de Portalegre veem vantagens no acordo, mas carne gera apreensão

A presidente da Associação de Agricultores de Portalegre, Fermelinda Carvalho, afirmou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no sábado, representa “coisas boas e oportunidades” para a Europa e, em particular, para Portugal.

Segundo a responsável, o entendimento abre portas a um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, criando a maior zona de comércio livre do mundo e trazendo impactos diretos para setores estratégicos da economia portuguesa, sobretudo os agroalimentares e industriais.

Em declarações à Rádio Portalegre, Fermelinda Carvalho destacou que produtos como vinho, azeite e frutas deverão ser dos mais beneficiados, graças à eliminação de tarifas para 91% das exportações da União Europeia para o Mercosul e 92% das exportações do Mercosul para a UE.

Apesar do otimismo, a dirigente reconheceu que existe apreensão no setor da carne, devido ao receio de concorrência de produtos mais baratos provenientes dos países do Mercosul, nomeadamente Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O acordo, considerado histórico, foi concluído no sábado e marca o fim de um processo negocial que se prolongou por mais de duas décadas.

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