Pisão: obras devem decorrer “depressa” para garantir financiamento – ministra do Ambiente

A ministra do Ambiente e Energia defendeu esta sexta-feira que as obras para a construção da barragem do Pisão, no Crato, devem decorrer “relativamente depressa”, para não ser colocado em risco o seu financiamento, principalmente do programa Sustentável 2030 que termina em 2028.

Maria da Graça Carvalho, que falava aos jornalistas à margem de uma visita às obras de reabilitação que estão a decorrer no açude de Mosteiros, no concelho de Arronches, lamentou que os processos judiciais, colocados ao longo dos tempos por associações ambientalistas, tivessem também contribuído para o atraso da obra.

A barragem do Pisão, projeto que está a ser desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), é considerado estratégico para a resiliência hídrica do distrito de Portalegre, sendo financiada através do programa Sustentável 2030, com recurso a verbas do Fundo de Coesão, após aprovação da transferência pela Comissão Europeia.

Com um investimento superior a 220 milhões de euros, o projeto ocupará uma área de 10 mil hectares e implicará a submersão da aldeia de Pisão.

A barragem visa garantir o abastecimento público de água, criar novas zonas de regadio e fomentar a produção de energia renovável.

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