Portalegre: Chega quer intervenção imediata no património da Robinson

O Chega recomendou ao Governo a adoção de medidas urgentes para proteger a antiga fábrica corticeira Robinson e os edifícios da Igreja e Convento de São Francisco, em Portalegre, classificados como Conjunto de Interesse Público e tutelados pela Fundação Robinson.

Num projeto de resolução entregue no parlamento, o partido pede o arranque prioritário dos trabalhos de inventariação e avaliação técnica, patrimonial e estrutural de todo o conjunto, incluindo as chaminés industriais, consideradas símbolo da cidade. O Governo deverá apresentar um primeiro ponto de situação no prazo de 120 dias.

O documento defende ainda uma avaliação específica do estado das chaminés e a aplicação imediata de medidas cautelares para evitar danos irreversíveis, abrangendo coberturas, maquinaria, autoclaves, caldeiras, arquivos e zonas vulneráveis a intempéries, vandalismo ou degradação.

O Chega propõe também a criação de uma estrutura de acompanhamento técnico e institucional, envolvendo entidades governativas, científicas e culturais, e exige que qualquer futura intervenção respeite integralmente o regime jurídico dos bens classificados e da Zona Especial de Proteção.

O partido quer ainda que o Governo reporte ao parlamento, no prazo de um ano, o ponto de situação técnico, patrimonial, financeiro e institucional do processo.

O Convento de São Francisco, concluído em 1275, é uma das construções mais antigas da cidade. A fábrica Robinson, fundada em 1837 e encerrada em 2009, ocupa sete hectares no centro histórico e as suas duas chaminés são consideradas um ex-libris do Alto Alentejo.

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