Portalegre entra este sábado num ciclo comemorativo que se prolongará por um ano inteiro, assinalando duas datas que marcam a identidade cultural da cidade, nomeadamente os 25 anos do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino e os 80 anos da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre.
As comemorações arrancam este sábado, às 18:00, com uma sessão solene que abre oficialmente o programa anual. Segue-se a inauguração de duas exposições: “25 anos, 25 artistas”, que revisita a relação do museu com os criadores que marcaram a sua história, e “Figueiredo Sobral – A relação poética entre a arte e a arquitetura”, uma leitura cruzada entre desenho, espaço e matéria.
No mesmo dia será apresentado “o que poderá ser o projeto” que o município e a Manufatura pretendem desenvolver com a Bienal do Alentejo, iniciativa que ambiciona reforçar a projeção contemporânea da tapeçaria portalegrense. Será também lançada uma campanha dedicada a celebrar os rostos que, ao longo de décadas, construíram a manufatura e lhe deram continuidade técnica e artística.
Em declarações à Rádio Portalegre, a vereadora da Cultura, Laura Galão, adianta que novos projetos serão revelados “em breve”, sublinhando que este ciclo comemorativo pretende não apenas revisitar o passado, mas reafirmar o papel da tapeçaria como património vivo.
A autarca adiantou que o município aguarda ainda o último parecer necessário para que o Ponto da Tapeçaria de Portalegre seja integrado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).
A entrada nesse inventário abrirá caminho à preparação de uma candidatura à UNESCO, objetivo que a autarquia considera estratégico para a valorização internacional desta técnica singular.
Inaugurado a 14 de julho de 2001, o Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino tornou‑se, ao longo de um quarto de século, um dos símbolos mais reconhecíveis da cidade. Recebeu cerca de 262 mil visitantes e mostrou ao público obras de mais de 200 artistas plásticos, consolidando-se como espaço de criação, memória e experimentação artística.
