Portalegre: “não há pessoas para trabalhar” – empresário Manuel Chagas assinala 40 anos de atividade com alerta sobre a cidade

O empresário Manuel Chagas, que assinala esta quarta feira 40 anos de atividade em Portalegre, faz um diagnóstico duro sobre a capital do Alto Alentejo, que descreve como uma cidade “cada vez mais abandonada” pelos sucessivos governos.

Em entrevista à Rádio Portalegre, o gerente do Gabinete Contabilístico de Portalegre (Gabipor), empresa que fundou há quatro décadas, aponta a falta de acessibilidades e de investimento como fatores que têm travado o desenvolvimento da região e recorda com mágoa, a dinâmica económica da cidade que conheceu no início da carreira.

Quarenta anos depois, o empresário afirma que “não há pessoas para trabalhar”, Portalegre perdeu a capacidade de atrair empresas e enfrenta uma escassez de mão de obra que afeta todos os setores.

Antes do diagnóstico, Chagas fez questão de sublinhar o papel das pessoas que o acompanharam ao longo do percurso, “pessoas competentes e capazes” que deram um apoio decisivo para manter a empresa ativa durante quatro décadas.

Já sobre a evolução da atividade empresarial, o gerente da Gabipor diz que é mais difícil ser empresário hoje do que há 40 anos, recorda que iniciou funções num tempo em que “a fiscalidade era estática”, ao contrário da realidade atual, marcada por mudanças constantes que tornam a gestão “cada vez mais difícil”.

Para o futuro defende que é preciso identificar necessidades e criar condições para fixar empresas, afirmando que “é preciso ideia de progressão, de crescer sem atropelar ninguém.”

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