O concelho de Portalegre registava, em 2025, um total de 2.063 imigrantes com título de residência, mais do dobro dos cerca de 700 contabilizados em 2021. Os dados foram avançados por Luís Mamão, responsável do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) de Portalegre.
Em entrevista à Rádio Portalegre, Luís Mamão disse que no caso especifico da cidade de Portalegre, estima que cerca de 70% destes migrantes chegam à procura de oportunidades de emprego e 30% para estudar.
O mesmo responsável sublinha que os trabalhadores estrangeiros têm sido fundamentais para responder às necessidades de mão de obra sentidas em vários setores de atividade, nomeadamente nas IPSS, construção civil e indústria, num território que continua a enfrentar perda de população.
Entre as comunidades mais representadas no concelho destacam-se os cidadão brasileiros, angolanos, do Sri Lanka e da Índia.
Luís Mamão frisa ainda que, desde junho de 2024, os estrangeiros provenientes de países terceiros têm de entrar em Portugal com visto de trabalho ou de estudante, após o fim do mecanismo da manifestação de interesse, alteração que terá contribuído para uma estabilização da entrada de novos migrantes.
Ao mesmo tempo, o mediador do CLAIM de Portalegre refere que se tem verificado um aumento dos processos de reagrupamento familiar, traduzido na chegada de mais famílias ao concelho. Segundo Luís Mamão, a integração faz-se muitas vezes através da escola, com os filhos a desempenharem um papel importante na ligação das famílias à comunidade local.
