O Tribunal de Portalegre condenou um homem de 53 anos, coveiro numa junta de freguesia, a cinco anos e seis meses de prisão por vários crimes de burla e falsidade informática e acesso ilegítimo agravado.
A notícia, publicada pelo Observador, sexta feira (03 de abril), adianta que, no espaço de um mês, o homem terá burlado cinco pessoas, lesadas em cerca de 15 mil euros.
Segundo o Observador, o burlão contactava vendedores de artigos online e prometia pagamentos rápidos com MbWay. Aproveitava-se do desconhecimento sobre o funcionamento da aplicação e da urgência em concluir o negócio, convencia as vítimas a ativarem a app, a cederem o código secreto e transferia milhares de euros para a sua conta pessoal. Um dos lesados é um homem de 65 anos, reformado da GNR.
No acórdão do Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre, a que o Observador teve acesso, lê-se que a Justiça deu como provado que o homem burlou cinco pessoas, num total de 14.700 euros.
O Observador, que não esclarece a área de residência do coveiro, adianta que o homem já tinha um passado ligado à criminalidade, com condenações por furto qualificado, detenção de arma proibida, ofensa à integridade física qualificada e coação agravada. A maior parte das penas suspensas e substituídas por multas ou por horas de trabalho em favor da comunidade.
Num relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), também citado pelo Observador, é referido que o homem “pertence a uma família de origem rural” e só tem o 2.º ano de escolaridade, não sabendo ler nem escrever, conseguindo apenas assinar o nome. O mesmo relatório revela que o histórico criminal do burlão nunca foi do conhecimento público na zona onde vive e trabalha.
