“Pelo Futuro do Alto Alentejo – Não ao Campo de Tiro” é o lema do movimento cívico que reuniu, esta segunda feira, cerca de três dezenas de proprietários de explorações agrícolas, junto ao Coreto da vila de Alter do Chão.
O encontro assinalou a oposição à anunciada transferência do Campo de Tiro da Força Aérea de Alcochete para Alter do Chão.
Em declarações à Rádio Portalegre Francisco Vasconcelos, um dos porta vozes da organização disse que a instalação do Campo de Tiro no Alto Alentejo vai afetar 60 explorações agrícolas, com cerca de 13 mil efetivos pecuários, colocando em risco mais de uma centena de empregos.
Segundo o mapa inicial, que foi tornado público, Francisco Vasconcelos vai perder 1.300 hectares, o negócio de uma vida, construído por várias gerações.
A organização deste movimento, que lamenta a falta de informação e da avaliação prévia da localização, garante ainda que na área destinada ao Campo de Tiro “não existe um metro quadrado que seja do Estado, é tudo privado, com explorações agrícolas a funcionar”.
Em declarações aos jornalistas à margem do protesto, o presidente da Câmara de Alter do Chão, Francisco Miranda, disse compreender a revolta dos agricultores e proprietários, mas alertou que o movimento cívico “não representa de todo” a população do concelho.
O autarca lembrou que a obra é do Ministério da Defesa e da Força Aérea Portuguesa e voltou a frisar que o município só vai pronunciar-se sobre a decisão a tomar, após a conclusão dos estudos em curso.
A transferência do Campo de Tiro da Força Aérea para Alter do Chão foi anunciada pelo Ministério da Defesa Nacional a 11 de março deste ano. A área prevista ocupa cerca de 7.500 hectares.
