A direção do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (Nerpor) manifestou “forte discordância” perante o acórdão da Relação de Évora, de 02 de julho, que recusou homologar o Plano Especial de Revitalização (PER) aprovado pelos credores e validado pelo tribunal de primeira instância.
A associação considera que a decisão “compromete o esforço de recuperação” iniciado em 2025 e lança um “sinal preocupante” ao tecido empresarial do Alto Alentejo.
Em comunicado a associação empresarial explica que o PER foi aprovado por “uma expressiva maioria dos credores” tendo obtido mais de 74% dos votos emitidos, correspondentes a 68,78% da totalidade dos créditos com direito de voto.
Segundo o acórdão, citado pelo Nerpor, a Relação não questiona a viabilidade da associação, mas aponta falta de detalhe na identificação e alienação do património imobiliário destinado ao pagamento das dívidas.
A direção, liderada por Tiago Braga, defende que esses aspetos poderiam ser esclarecidos sem inviabilizar o plano e lembra o trabalho de reorganização financeira, institucional e estratégica desenvolvido no último ano, incluindo a reativação da atividade da associação e a definição de um plano até 2028.
Por fim o dirigente sublinha que o Nerpor continuará a recorrer aos meios legais para defender o PER e apresentará todos os elementos adicionais necessários, reiterando o compromisso de recuperar a instituição, pagar aos credores e manter o apoio às empresas da região.
