O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre, Manuel Marçal Lopes, defendeu que o futuro dos corpos de bombeiros passa por uma resposta mais profissionalizada, com equipas permanentes nos quartéis para assegurar a primeira intervenção.
Ainda assim, sublinhou que os voluntários continuarão a ser fundamentais no reforço da resposta a incêndios rurais, catástrofes e outras ocorrências de maior dimensão.
Em declarações à Rádio Portalegre o dirigente, que é também presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor, alertou também para as crescentes dificuldades no recrutamento, quer para o voluntariado quer para as carreiras profissionais, admitindo que a atividade tem vindo a perder atratividade nos últimos anos.
Sobre as reivindicações, transversais a todas as corporações do país, Marçal Lopes destacou a criação da carreira dos bombeiros profissionais, um processo que “está atrasado” e que dificilmente ficará concluído até ao final do ano.
As federações apresentaram estas preocupações no último Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses e não estão previstas medidas de contestação enquanto decorrer o processo negocial com as tutelas.
As declarações foram feitas à margem das comemorações do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor, que se assinala no próximo sábado, dia 31 de outubro.
As celebrações vão incluir homenagens a personalidades ligadas ao setor, iniciativas evocativas dos 100 anos da associação e um desfile de viaturas dos corpos de bombeiros do distrito, com demonstração das diferentes valências operacionais existentes no Alto Alentejo.
