O presidente do Conselho de Administração da Fundação Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide, João Palmeiro, assinalou esta segunda‑feira os 163 anos da instituição, sublinhando que há motivos para satisfação, sobretudo porque, afirmou, quem a fundou se sentiria reconhecido ao ver o trabalho desenvolvido atualmente.
Ainda assim, o responsável alertou para dificuldades que afetam a valência de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas. Segundo João Palmeiro, muitas famílias já não conseguem suportar os custos da institucionalização dos seus familiares. A Segurança Social, disse, procura atenuar o problema, mas o apoio não cobre as necessidades, obrigando a Fundação a um esforço de gestão significativo.
O presidente referiu também o desafio financeiro associado à construção da Unidade de Dia e Promoção da Autonomia, obra em curso e em fase avançada. O investimento previsto era de 800 mil euros, metade dos quais financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Contudo, a Fundação ainda não recebeu essa verba, o que obriga a uma gestão rigorosa para cumprir objetivos até ao final do ano.
A Fundação Nossa Senhora da Esperança foi criada em 1863 por João Diogo Juzarte Sequeira Sameiro e pela sua mulher. É uma instituição particular de solidariedade social de âmbito nacional, com origem no antigo Asilo de Cegos de Nossa Senhora da Esperança, ao qual se juntou, em 1987, o Asilo do Espírito Santo.
Hoje, a Fundação trabalha nas áreas de apoio à terceira idade e da tiflologia, gerindo duas estruturas residenciais, o Centro de Arte e Cultura e o Museu de Tiflologia, tendo em curso o projeto “Cuidar com Sentido + Esperança no Domicílio” e o projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão”.
As comemorações dos 163 anos da Fundação, esta segunda feira, integram, durante a tarde, uma missa, seguindo-se a apresentação do jogo “Smart touch – um tabuleiro acessível”, uma iniciativa que destaca a inclusão e a inovação social, e a atuaação do grupo “Ver pela Arte.
