A Câmara Municipal de Elvas reforçou esta quarta‑feira, nas comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, a prioridade em colocar as pessoas no centro das políticas públicas, defendendo um modelo de desenvolvimento que privilegia a qualidade de vida da população em vez de obras de mera dimensão física.
O vice‑presidente do município, Nuno Mocinha, representou o executivo nas cerimónias oficiais, uma vez que o presidente Rondão Almeida esteve ausente por motivos de saúde.
Em declarações à Rádio Portalegre, o autarca sublinhou a importância de preservar a memória histórica da batalha que, há 367 anos, contribuiu decisivamente para a manutenção da independência de Portugal.
Considerou tratar‑se de um legado que impõe “uma obrigação moral de reconhecimento e gratidão” para com aqueles que defenderam a cidade e o país.
Para além da dimensão evocativa, Mocinha destacou que as contas do município se encontram equilibradas, permitindo encarar os próximos anos com confiança e capacidade de investimento. O orçamento municipal ultrapassa os 40 milhões de euros, valor que possibilita um conjunto de projetos considerados estruturantes.
Entre os principais eixos de atuação, o vice‑presidente apontou a habitação, o desenvolvimento económico, a recuperação do património e um reforço significativo no investimento escolar, abrangendo todos os estabelecimentos de ensino do concelho.
A estratégia municipal, afirmou, passa por manter Elvas dinâmica e atrativa, garantindo melhores condições de vida a quem reside no concelho e criando oportunidades para que outros possam regressar, com “uma aposta, não não betão, mas nas pessoas”.
O ponto alto das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, teve como epicentro a Praça da República, onde decorreram as cerimónias militares, seguidas do desfile das forças em parada, na Rua da Cadeia.
