Os novos proprietários do complexo da antiga Fábrica de Lanifícios de Portalegre pretendem reabilitar a maioria dos edifícios existentes, criar novas áreas de estacionamento e dar uma nova utilização ao espaço, num projeto que, segundo a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, deverá ser bem recebido pela população.
A autarca, que falava em reunião de Câmara, esta quarta feira, em resposta a uma questão colocada pelo vereador socialista, Francisco Silva, revelou que a empresa que adquiriu recentemente o imóvel já apresentou na Câmara um pedido de enquadramento para avaliar o que pode ser desenvolvido no local.
Entretanto, questionada pela Rádio Portalegre, e embora não tenha divulgado a natureza do projeto, por entender que essa informação deverá ser anunciada pelos promotores, adiantou que a proposta prevê recuperar a generalidade das construções existentes, afastando a hipótese de uma demolição generalizada.
A área adquirida abrange cerca de três hectares e inclui praticamente todos os edifícios e terrenos da antiga unidade industrial, ficando de fora apenas um armazém que já tinha sido vendido anteriormente.
Segundo Fermelinda Carvalho, a escritura está concluída e os novos proprietários já reuniram por duas vezes com a autarquia.
Além da recuperação do complexo, está prevista a criação de zonas de estacionamento, uma resposta a uma carência identificada naquela área da cidade.
A presidente da Câmara considera que o futuro aproveitamento do espaço terá interesse para Portalegre e contribuirá para devolver atividade a um local que se encontra sem utilização há vários anos.
Paralelamente, o município está a avançar com o projeto técnico para concluir a ligação da Meia Encosta e estuda ainda a possibilidade de criar uma nova rotunda de acesso ao complexo, uma solução que terá de ser articulada com a Infraestruturas de Portugal.
Encerrada desde o final da década de 1990, a antiga FINO’S – Fábrica de Lanifícios de Portalegre é um dos maiores espaços industriais devolutos da cidade. Para Fermelinda Carvalho, a recuperação deste património permitirá dar uma nova vida a um imóvel que permanece abandonado há décadas e que ainda possui algumas coberturas em amianto.
