A greve convocada para esta sexta‑feira na Câmara de Portalegre está a ter uma adesão reduzida, situação que o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) atribui a alegadas “ameaças” do executivo municipal para dissuadir os funcionários de participar. A autarquia rejeita categoricamente essa versão.
Em declarações à Rádio Portalegre, o dirigente sindical Paulo Canau afirmou ter reunido esta semana com o executivo, que reconheceu as reivindicações apresentadas, mas recusou assinar o protocolo proposto pelo sindicato. O responsável acusa ainda a Câmara de ter chamado trabalhadores a departamentos e gabinetes de vereação para os desencorajar de aderir ao protesto.
Contactada pela Rádio Portalegre, a presidente do município, Fermelinda Carvalho, contrapõe que, num universo de cerca de 500 funcionários, apenas 10 fizeram greve.
A autarca refuta as acusações do STAL e considera que o documento apresentado na reunião negocial configurava uma “tentativa de chantagem”. Garante também que, no município, “os trabalhadores não têm receio do executivo ou da presidente”.
A paralisação teve impacto na Escola da Praceta, onde a greve de quatro assistentes obrigou ao encerramento das aulas do primeiro ciclo.
A greve, que decorre entre as 00h00 e as 24h00 desta sexta‑feira, visa, segundo o STAL, exigir a renovação dos acordos coletivos de trabalho, a aplicação do suplemento de penosidade e insalubridade no nível máximo a todos os assistentes operacionais das áreas de higiene urbana, limpeza de edifícios e espaços públicos, entre outras reivindicações.
