No Alto Alentejo as raças Limusine e Angus estão a ganhar expressão, enquanto a raça alentejana se mantém estável depois de algum decréscimo, segundo disse à Rádio Portalegre o veterinário Rui Martelo.
O técnico, que integra uma empresa de gestão e consultoria agrícola, explicou que o Governo tem implementado medidas para dinamizar a criação e proteger a raça alentejana, valorizada pela qualidade da carne.
Segundo o mesmo responsável, os ovinos continuam com forte presença, mas os caprinos apresentam números muito baixos.
Na suinicultura, o porco alentejano tem registado algum crescimento, com mais produtores a direcionarem parte das explorações para esta vertente, acompanhando a valorização do produto.
Já no que diz respeito à produção de leite, o veterinário assinala uma crescente queda no setor, tanto em bovinos como em pequenos ruminantes. Segundo Rui Martelo, na zona subsistem quatro ou cinco explorações de vacas leiteiras, num território que já teve maior expressão, marcada pela antiga Serra Leite, atualmente integrada no grupo Jerónimo Martins e com tendência a desaparecer.
O veterinário falava à Rádio Portalegre na Feira das Cebolas, que decorre no Parque de Feiras e Exposições de Portalegre até domingo, com uma vasta área de exposição, reunindo atividades económicas, artesanato, pecuária, gastronomia e concertos.
