Portalegre: UGT não se conforma com serviço ferroviário “de terceiro mundo”

O presidente da UGT Portalegre, Marco Oliveira, acusou o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) de desconhecer a realidade da ferrovia no Alto Alentejo e sublinhou que este território não se pode conformar com um serviço de “terceiro mundo”.

Marco Oliveira, que falava na estação de Portalegre depois de uma viagem de comboio, de ida e volta, da capital de distrito a Elvas, disse que a automotora, onde a delegação da UGT viajou, pode ser comparada a “uma peça de museu”.

O dirigente sindical acrescentou que os horários disponíveis “não servem para nada”, a não ser para o turismo.

Perante o retrato traçado, a UGT rejeita o conformismo e diz não ter dúvidas de que o Alto Alentejo “merece muito mais”, instando “outros atores do distrito e do Alentejo” a juntarem-se a esta reivindicação.

A Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, com as principais paragens em Abrantes, Ponte de Sor, Crato, Portalegre e Elvas, opera com dois comboios regionais diários em cada sentido.

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