O distrito de Portalegre registou uma das mais expressivas subidas de furtos de componentes automóveis em Portugal, com um aumento percentual de 200% no primeiro semestre de 2026, destacando-se como um dos territórios mais afetados pela crescente vaga de crimes associados ao furto de catalisadores.
A GNR confirma que esta tendência acompanha a evolução nacional, onde se verificou um crescimento global de 18,72% neste tipo de ilícito, totalizando 685 ocorrências entre janeiro e junho.
A Guarda Nacional Republicana alerta que estes furtos, que atingem uma média de quase quatro casos por dia, são motivados sobretudo pela valorização internacional dos metais preciosos presentes nos catalisadores — Ródio, Platina e Paládio — cuja cotação atingiu picos elevados em 2026 devido à escassez global e a défices de produção mineira.
O objetivo dos autores não é reutilizar a peça, mas sim extrair rapidamente estes metais raros, que alimentam redes organizadas com forte mobilidade geográfica.
A operação criminosa é executada com recurso a rebarbadoras portáteis, permitindo remover o catalisador em menos de um minuto. As peças seguem depois para circuitos ilegais de recetação, muitas vezes com ramificações transfronteiriças.
