A luta contra a instalação do Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa em Alter do Chão ganhou um novo rosto, com a criação da Associação Pelo Futuro do Alto Alentejo (APFAA).
A recém-criada associação, que se junta nesta luta a um movimento criado principalmente por agricultores, considera que o projeto vai também afetar os concelhos do Crato, Fronteira e Monforte, e exige ao Governo “transparência, estudos independentes e respeito” pelas populações, “antes de qualquer decisão”.
Segundo o porta-voz da APFAA, João Pratas, este projeto vai criar um “impacto brutal” na agricultura da região, mas também noutras áreas como o turismo, sendo “tremendamente negativo” para o território.
A 11 de março deste ano o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, anunciou a escolha de Alter do Chão para acolher o Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa (FAP), que terá de sair de Alcochete devido à construção do novo aeroporto Luís de Camões.
O anuncio não detalhou o local exato do campo de tiro no concelho de Alter do Chão, nem a eventualidade de poder abranger concelhos vizinhos, mas, segundo o ministro da Defesa, a valência terá uma dimensão de cerca de 7.500 hectares.
