O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, alertou, esta terça feira, que o atraso na construção da barragem do Pisão, no concelho do Crato, vai gerar um “custo brutal”, já que o país perdeu o “custo de oportunidade” associado a ter a obra concluída mais cedo.
O governante afirmou ainda que os maiores inimigos do ambiente são, por vezes, aqueles que se apresentam como seus defensores, mas acabam por travar obras consideradas ambientalmente positivas, como a Barragem do Pisão.
José Manuel Fernandes falava em Campo Maior, onde voltou a criticar o excesso de burocracia que trava projetos hídricos e agrícolas, tanto no Estado como na União Europeia, defendendo reformas que acelerem processos e desbloqueiem investimentos.

À margem da inauguração da nova rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, o ministro lamentou que este projeto só agora avance, apesar de a barragem do Abrilongo estar concluída desde o ano 2000. Apontou ainda que processos judiciais e contestações ambientais têm atrasado obras essenciais, como acontece no Pisão.
O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinhou que este é um investimento decisivo para o concelho e para os agricultores, acreditando que a nova infraestrutura vai atrair mais projetos para o território.
Já Nelson Barreto, diretor da Associação de Beneficiários do Xévora, destacou que a rede de rega vai reduzir perdas de água e garantir a sustentabilidade das culturas anuais e permanentes.
Inserido na bacia do Guadiana e alimentado pela barragem do Abrilongo, o AHX representa um investimento superior a 18,9 milhões de euros, promovido pela Direção‑Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. A rede agora inaugurada beneficia 1.560 hectares.

