João Luís Burrica, natural de Campo Maior, no Alto Alentejo, a trabalhar na Arábia Saudita há três anos, disse, em entrevista à Rádio Portalegre esta terça feira, que na zona específica onde se encontra “há algum receio”, mas o ambiente é de tranquilidade e segurança.

A residir na cidade de Buraydah, a três horas da capital Riad, João Burrica afirma que se sente “completamente seguro”, tendo em conta que não há bases americanas na zona onde reside e trabalha, o que leva a crer que esta zona do território está livre de ataques do Irão.

Burrica acrescentou no entanto que a sua empresa tem um protocolo de evacuação e emergência e está em permanente comunicação com os departamentos de segurança americanos, de forma a antecipar eventuais ataques.
O campomairense disse ainda que em Riad o ambiente é diferente, lembrando que na noite passada foi atacada a embaixada americana, com sede na capital da Arábia Saudita.
Israel e os EUA lançaram no sábado (28 de fevereiro) um ataque militar contra o Irão, com o pretexto de “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte americanas . A retaliação teve como alvos Israel e vários países da região, nomeadamente o Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Síria.
Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, os ataques, que já fizeram centenas de vítimas, poderão continuar durante várias semanas.
