Campo de Tiro: posição dos autarcas do Alto Alentejo será tomada de forma coletiva em sede da CIMAA –Fermelinda Carvalho

A presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, escusou-se a tomar uma posição sobre a eventual instalação do Campo de Tiro da Força Aérea no Alto Alentejo, frisando que todas as matérias de “extrema importância” e transversais a todos os municípios são decididas em sede da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

Segundo a autarca “há esse compromisso de se tomar uma posição coletiva”, no entanto admite que se tal não acontecer “num curto espaço de tempo”, cada um possa tomar essa decisão.

Fermelinda Carvalho falava, sexta feira à noite, durante a última Assembleia Municipal de Portalegre, que contou com a intervenção de Francisco Vasconcelos em representação do movimento cívico formado para “combater a instalação do campo de tiro”.

Vasconcelos, residente em Alter do Chão, concelho que supostamente vai “ceder” a maior parte do terreno para a instalação do campo de tiro, tentou “pressionar a Câmara” de Portalegre a tomar uma posição sobre a matéria, destacando os impactos “desastrosos” a nível agrícola e turístico” em todo o território.

Perante esta exposição, Fermelinda Carvalho, que é também a presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre disse que as preocupações são legítimas, considerando que a perda de propriedades é um prejuízo “gigante e algo extremamente violento”.

Ainda sobre a matéria do Campo de Tiro as bancadas municipais da Candidatura Livre e Independente por Portalegre- CLIP, Chega e PSD/CDS apresentaram moções, sendo que apenas a da bancada do PSD/CDS foi aprovada.

Os documentos apresentados pela CLIP e Chega, para além do pedido de esclarecimentos denotam uma posição contrária à instalação do Campo de Tiro, enquanto o PSD/CDS se reservou nesse aspeto.

A deslocalização do campo de Tiro de Alcochete para Alter do Chão foi anunciada a 11 de março, pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

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